Convênio entre Eletrobras e FIERGS gera economia de 6,5 GWh ao ano

O convênio, encerrado em dezembro de 2013, durou cinco anos e recebeu aporte de R$ 1.025.150,00, sendo cerca de 75% arcados pela Eletrobras e 25% pela FIERGS. O projeto teve como foco a implementação de ações de eficiência energética nas indústrias, com medições realizadas pelos próprios técnicos das plantas, que foram capacitados com esse objetivo. As medidas de eficiência energética foram realizadas nos chamados sistemas motrizes, que compreendem instalações elétricas, motores elétricos, transmissão e instalações mecânicas, além de compressores, bombas, ventiladores e o uso final da energia. Além de representarem elevado consumo de energia — equivalente a 62% do total consumido pela indústria —, os sistemas motrizes foram escolhidos como objeto de estudo pelo seu grande potencial de eficiência energética. Em 2012, o setor industrial foi responsável por 41% do consumo de energia elétrica no Brasil.

 

“O grande legado deste convênio é a estrutura criada e o repasse de conhecimento, o que permitirá a continuidade do trabalho, com ganhos adicionais de eficiência energética e produtividade. O êxito alcançado mostra ao país a viabilidade da aplicação da metodologia e que atualmente ainda existem ações de curto prazo que dão retornos expressivos”, destacou Fernando Perrone, gerente do Departamento de Projetos de Eficiência Energética da Eletrobras.

 

Segundo ele, houve o projeto realizado com a Fiergs marcou uma mudança de paradigma. “A eficiência energética na indústria tinha uma abordagem equivocada, pois era sinônimo de simples troca de motor elétrico, o que só dava retorno ao empresário, em muitos casos, anos depois do investimento realizado”, afirmou Perrone. Neste trabalho, segundo o especialista da Eletrobras, com a otimização dos sistemas, o tempo médio de retorno de investimento para os empresários foi de 12 meses. “Além da troca dos equipamentos do sistema, ações relacionadas à instalação, operação e manutenção também devem ser avaliadas. Em alguns casos, o investimento de capital feito pelo empresário foi nulo”, disse.

 

A capacitação dos técnicos das indústrias foi realizada pela Eletrobras, por meio do Procel Indústria,  que se dedica à eficiência energética industrial desde 2003, já tendo realizado convênios com federações estaduais de indústrias em outros 12 estados. No Rio Grande do Sul, foram treinados 21 multiplicadores (professores e consultores locais), em um curso de 188 horas especialmente criado para o convênio, ministrado pelos maiores especialistas em sistemas motrizes no país. Os multiplicadores transferiram esse conhecimento a 133 agentes (engenheiros e técnicos das indústrias) em cursos de 40 horas.

 

Ao término do treinamento, os agentes elaboraram relatórios de autodiagnósticos energéticos de suas empresas. Participaram do programa 83 indústrias, tendo sido implementadas as medidas de eficiência energética indicadas nos relatórios em 39 delas, comprovadas por medições posteriores. Dentre as 39 empresas, quatro - dos subsetores metal, mecânico, plásticos e bebidas - foram selecionadas para serem “casos de sucesso”, visando à replicação setorial das ações. Neste caso, os diagnósticos energéticos não foram realizados diretamente pelos técnicos das indústrias, mas por Escos (Energy Saving Companies), empresas focadas em serviços de eficiência energética.

 

Os participantes — indústrias, multiplicadores e agentes que participaram com sucesso dos trabalhos — receberam certificados no workshop. O trabalho contou com o suporte do Laboratório de Otimização de Sistema Motrizes da Universidade de Caxias do Sul (Lamotriz-UCS), criado em outro convênio, que envolveu a Eletrobras e a universidade, com financiamento de bolsas de estudos e pesquisa aplicada, utilizando a infraestrutura do laboratório. Existem outros 13 Lamotrizes pelo país, em todas as regiões.

 

 

Com informações da Assessoria de Comunicação da Eletrobras

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