Câmara de Candiota realiza audiência pública sobre a CGTEE


Na abertura, Barão lembrou da importância da CGTEE para a cidade com mais de seis mil habitantes e para a região. Destacou que, como empresa pública, deve prestar, sempre que necessário, esclarecimentos sobre a sua situação. Representaram a CGTEE o diretor Técnico e de Meio Ambiente Luiz Henrique de Freitas Schnor, juntamente com o diretor de Operação, Rubem Abrahão Gonçalves Filho.
 
Schnor iniciou sua exposição lembrando as dificuldades da implantação de novos projetos de carvão na região, já que o último havia acontecido em 1986. “Graças ao acordo – efetivado pelo presidente Lula com a China – Candiota conseguiu ter novamente uma planta nova, a Fase C. Por ser um projeto totalmente novo, a Fase C, com ordem de despacho máximo desde fevereiro de 2012, passou por adaptações e ajustes”, explanou.
 
Segundo o diretor, os problemas trouxeram prejuízos que estão sendo questionados na justiça pela CGTEE. “Depois de muita luta na Aneel, a empresa conseguiu revogar uma cláusula contratual que estava sufocando, causando grandes prejuízos financeiros à CGTEE”, explicou. Numa fala franca, não deixando nenhum questionamento sem resposta, Schnor ressaltou que o futuro é positivo para o carvão e para a empresa pois a discussão da matriz energética passa pelos aspectos de segurança energética por conta da crise hídrica e das questões ambientais.
 
“Passa também pela disponibilidade e qualidade da energia. Estudos informam que a Fase C - fora a energia nuclear – ainda é a mais barata na geração de energia térmica”, continuou. Durante sua exposição, enfatizou que o Brasil felizmente dispõe de todas as fontes energéticas: hidráulica, solar, eólica, carvão, gás, biomassa e nuclear. Cada uma com suas vantagens e desvantagens, mas que  nos próximos anos o carvão vai voltar a ter sua importância.
 
Schnor informou que no próximo dia 7 de julho vencem as concessões das térmicas e que até agora não existe uma posição oficial por parte da agência reguladora, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) sobre o futuro de todas as térmicas. “A CGTEE quer a renovação da Fase B, pois para a Fase A seria muito difícil a renovação por necessitar de pesados investimentos”, reforçou. O diretor afirmou que a empresa pretende ampliar seu parque na região, por estar na ponta do sistema, fundamental para o controle de tensão e para a interligação Brasil-Uruguai.

O diretor de Operação, Rubem, informou que a sua permanência em Candiota representa uma maior autonomia no dia a dia do complexo. Para ele, o importante agora é focar no emergencial, colocar as máquinas em operação, aproveitando o máximo possível delas, assim como melhorar o fluxo nos insumos básicos.
 
O presidente da CRM, Edivilson Brum, também presente à audiência, lembrou que sem a CGTEE a empresa estadual não existiria, já que representa 90% do seu faturamento. Brum ressaltou que é contra a privatização da CRM assim como da CGTEE.

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